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Avaliação da Mobilidade Urbana com Ênfase na Condição da Acidentalidade do Usuário Vulnerável

Autores

Silveira, Igor Machado da

Ano

2016

Locais das vias de estudo

Brasil

Tipo de publicação

Mestrado

Órgão da produção

Escola de Engenharia de São Carlos (USP)

Palavras-chave

Acidentes de trânsito; Motocicleta; Mudança de paradigma; Planejamento urbano; Tempo de viagem; Transporte público; Usuários vulneráveis

Tipo de via

Urbana/Rodovias

Escopo das vias do estudo (tipo de via, km, limite de velocidade)

Caxias do Sul (RS)

Resumo/Abstract

Atualmente vive-se uma mudança de paradigma no planejamento dos transportes: o ser humano volta a ser o centro da tomada de decisões e o automóvel fica em segundo plano. Para que isso ocorra, são necessárias ferramentas confiáveis as quais avaliem a situação atual das cidades para que sejam traçadas metas no sentido de melhorar a vida da população. A mobilidade urbana sustentável busca a melhoria do transporte baseada no tripé social, ambiental e econômico. Esse trabalho busca avaliar a condição de segurança do usuário vulnerável (sem carenagem protetora) em relação ao usuário não vulnerável (com carenagem), buscando avaliar fatores como o modo escolhido para justificar a segurança do usuário. Apesar da mudança de paradigma, as intervenções urbanas continuam voltadas ao transporte individual, assim o usuário de transporte público de má qualidade migra para outros modos, o que causa o aumento do risco relativo do usuário vulnerável. Um dos fatores que influenciam muito para essa migração é o tempo de viagem, significativamente maior para o usuário do transporte público.

Resultados/Conclusões

A grande constatação desta pesquisa é que ainda não é percebida, no cenário estudado, uma mudança de paradigma, como pode ser percebido ao longo das conclusões. Apesar da mudança na legislação, a mudança na mentalidade das pessoas demora a acontecer e a valorização dos modos suaves e do transporte coletivo, por parte dos cidadãos, tende a aparecer após um período de conscientização. Os investimentos atuais continuam a privilegiar claramente os modos motorizados e as formas tradicionais de pensar o problema da mobilidade urbana. Este fato, embora não seja uma limitação do trabalho ou da abordagem proposta, deve estimular pesquisas que esclareçam e promovam uma troca de paradigma real.

Comentários sobre o conteúdo (variáveis analisadas na avaliação de impacto, amostra/tipo de via, aspectos metodológicos e/ou conclusões

Cita diretamente a relação causal de velocidade como fator de risco para mortes no trânsito